Je fais rien que des bêtises

Você começa um curso em um prédio então desconhecido. A primeira semana é tempestuosa e cheia de mudanças. Você abre a porta da sala que pensa ser a da sua aula e descobre que se enganou, visto que um homem está à frente e sua professora é mulher. O que fazer? Fechar a porta e cavar um buraco no chão, certo? Não! Tem que fazer aquela cara de trouxa, perguntar se a aula de Littérature Francophone não é lá, esperar o professor perguntar o nome da responsável pela matéria (obviamente não deu tempo de decorar porque pelas suas contas são 5 professores diferentes), responder, ouvir as risadas dos alunos e sair como se nada tivesse acontecido. Modo Lidyanne de lidar com as coisas.

Lembre-se de não prestar atenção nos próprios passos – afinal, sempre dá pra dar aquela tropeçada épica e quase torcer o pé em um pedacinho de calçada. E por quê não entrar no refeitório do restaurante universitário pela porta de saída? E tem aquele chocolate quente mega tentador, feito com chocolate Milka. Inserir dois euros na máquina chega a dar felicidade, mas é tão intensa que dá pra esquecer-se de colocar o copo e perder metade do conteúdo.

Aliás, o café. Sempre um dilema. A abstinência pode te deixar desnorteada a ponto de querer pagar o expresso em pesos, afinal, moedas são todas iguais. Encontrar um café decente nessa terra de cafés ruins é tão emocionante que você ousa pagar o dobro por ele – mas o dono do estabelecimento é honesto e logo avisa que houve uma confusão com os valores.

Por sinal, voltemos ao Restaurante Universitário. Como é legal apontar para um prato, perguntar o que é e não entender a resposta! é interessante encarar a experiência no exterior como uma caixinha de surpresas. Estabeleci uma bela frase “de efeito” com meu amigo desde que chegamos aqui: não sei o que é, mas é muito gostoso! Nossa técnica consiste em procurar o nome de algum queijo gostoso e voilà, prato escolhido. Dificilmente sabemos explicar o que é, mas nunca é ruim. Seja para salgados ou doces.

Só não dá para esquecer-se do detalhe principal: franceses são fitness, pouco chegados à comida. Por outro lado, são chegados em bebidas alcoólicas. Então não cometa o erro de pedir um cardápio de comidinhas em um pub ou bar na França: isso não existe. Passe no Brioche Dorée ou no Paul para garantir o rango porque vai por mim, no bar só tem bebidas. E nem adianta chorar pra ver se consegue pelo menos um croque monsieur.

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