Blogagem coletiva – O que todo mundo ama (e eu odeio)

A proposta do Rotaroots para o mês de maio é bem prática: listar coisas que todos amam mas você odeia. Embora seja um texto “de ódio”, foi bem divertido falar sobre essas coisinhas desprezíveis. Vale reforçar que não julgo ninguém por gostar, ok? Inclusive considero o termo “odiar” um pouco pesado. No caso dos artistas, prefiro não falar muito – a não ser que me perguntem o motivo do desprezo. Para comida vocês não vão me ver fazendo careta ao encarar o prato alheio. Nada de medidas extremas para expressar as coisas que não gosto (mas confesso toda uma repulsa pelos discursinhos de quem quer me fazer mudar de ideia).

Katy Perry
Confesso que quando vi a figura pela primeira vez não pensei que seria ruim. Interpretei como uma daquelas figuras pop que todo mundo vai a-mar, e que se brincar deve até ter uma música com letra engraçadinha. E ela até tinha. Me deparei com alguém postando a frase “you’re so gay and you don’t even like boys” em alguma rede social e partiu apuração. GENTE? Não consegui, foi muito difícil. A voz dessa moça é muito sofrida. Começa a tocar e eu já sinto ódio no coração. Imagine então quando ela invade uma apresentação ao vivo, deveras desafinada. Não sei lidar.

McDonalds
Tenho um pouco de dó das pessoas que não me conhecem e me convidam para comer no McDonalds como se isso fosse uma ideia genial. Entendo a má impressão, visto que sou meio ogra e comer para mim é uma felicidade plena. E não nego meu passado, era daquelas crianças alucinadas pelo McLanche Feliz. Durante a adolescência, quando comer lanches de lá passou a ser quase um ato de rebeldia para os jovens da minha faixa etária, comecei a estranhar o gosto da comida. Não me caía bem como outrora. Não vejo a menor graça. E na época da faculdade os colegas achavam lindo. Vocês não sabem o quão difícil foi acompanhá-los nessas raras ocasiões (amigos, me perdoem, mas já inventei desculpas só pra não ter que comer essa comida horrorosa). I’m lovin’ it o caramba.

Mumford and Sons
Já vi umas três pessoas dizendo que eles são a “Paula Fernandes da Inglaterra”. Vocês não poderiam estar mais corretos! Já notei uma mania que as pessoas possuem de gostar automaticamente de tudo que vem da Inglaterra. Entendo em parte, pois os ingleses são bem cuidadosos em tudo o que fazem, mas não são perfeitos. Ouvi duas músicas, achei uma razoável e a outra pavorosa. Como sou persistente, dei uma chance ao álbum completo e nossa, contei os segundos para que acabasse logo. A voz do vocalista não me agrada nem um pouco, acho a batida chata, as letras pavorosas. Argumentos vazios, eu sei, mas ódio é que nem amor (sim): não se explica, simplesmente se sente. Não me agrada nem um pouquinho.

Coca-cola
Coisa mais linda foi quando ouvi Líquido Preto, do Apanhador Só (a música faz parte do “Antes que tu conte outra”, ótimo disco por sinal), e me senti em casa: como é que pode tanto engodo assim num líquido preto? Penso que é algo semelhante à minha relação com o McDonalds: consumi tanto durante a infância que hoje não posso nem sentir o cheiro. Minha implicância também é um pouco mais leve, pois acontece de sentir uma sede absurda e só ter um amigo com uma lata de coca ao meu alcance. Aí tomo um gole imaginando que é um suco (nem sempre funciona). Já tentei tomar um copo, uma lata, aquelas garrafinhas de vidro, sempre sem sucesso. Sabe quando você tá com enjôo e te mandam tomar esse negócio? Prefiro seguir passando mal se essa for a única opção.

Balada (menção honrosa: Carnaval)
Vou porque os amigos demandam – mas vocês podem até perguntar a eles, é um custo me tirar de casa. Principalmente se o destino for uma balada cheia de jovens loucos fazendo merda. Odeio lugar pequeno e abarrotado de gente, tocando músicas que raramente são do gosto. Pode soar um tanto paradoxal, visto que adoro a ideia do bar com amigos. E vivo louca no meio do povão em shows. Entendam, são propostas diferentes: no bar, estou confortável, sentada, comendo e bebendo. No show, faço um sacrifício para ver uma banda que gosto muito. Na balada não dá para ser feliz, só isso. É um ambiente que não condiz em nada com o meu perfil, sou old lady demais para essas coisas. E não dá nem pra beber para abstrair nesses lugares porque a cerveja e os drinks são sempre absurdos de tão caros. Ou seja: melhor comprar o goró no mercadinho e tomar todas no conforto do meu lar.

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15 comentários sobre “Blogagem coletiva – O que todo mundo ama (e eu odeio)

    • Pois acho que você deveria fazer! Confesso que também não entendo o hype com o John Green… só li “Alaska”, que é bonitinho mas não tem nada de mais. Morro de preguiça de “A Culpa é das Estrelas” :x

  1. adorei suas explicações, Lidy! Me identifiquei em alguma medida com várias delas, tipo o McDonalds, que eu gostava muito e de repente peguei bode total (se bem que com esses favoritos da Copa tô repensando meu jejum) e Coca Cola, que embora eu goste, basta eu me segurar pra ficar um tempinho sem que logo não suporto nem o cheiro!

    Mumford and Sons é tipo de banda violãozinho e voz mole, não é? Não sei por que, mas sempre os confundo com Boyce Avenue, essa sim eu detesto. Se for farinha do mesmo saco, odeio também! hahaha

    Agora balada é uma coisa que eu vejo com muitas ressalvas. Tem baladas que eu gosto de ir e onde eu me divirto, sempre que estou batendo o cabelo ao som de Beyoncé penso que deveria fazer aquilo mais vezes. O problema pra mim é o antes e o depois: começa sempre muito tarde, temos que ficar uma eternidade na fila e a coisa vai ficar boa mesmo lá pelas duas da manhã, quando eu já estou doida pra ir embora. Não tenho estrutura pra ficar numa festa até quatro, cinco da manhã. E o depois também é um problema, porque o dia seguinte sempre é perda total e olha que eu nem bebo em balada, mas o que fazer com a dor nas pernas e costas e a vontade de ficar deitada quietinha o dia inteiro?

    beijo!

    • É bizarro isso, né? Quando criança era essencial ter McDonalds e Coca Cola nessa vida e agora mal aguento o cheiro de ambos ): única explicação possível é essa: excesso demais resultou em bode eterno.

      Nossa, Boyce Avenue também!! Não coloquei na lista porque sou meio indiferente e nem conheço tantas pessoas que gostem. Agora Mumford and Sons é unânime, TODOS amam e eu morro de preguiça porque não consigo entender o apelo. Acho que não tem taanto a ver com Boyce, mas olha, ruim igual, não vale o esforço haha

      Você a-ca-ba de definir o meu sentimento exato com relação a balada. Tem horas que estou na pista no maior esquema dancing on my own (só que feliz apesar da letra, se é que me entende), dançando como se ninguém estivesse observando, e é tudo tão bacana que me dá vontade de largar a preguiça e fazer isso mais vezes. Só que nem sempre é legal assim, e na maior parte do tempo acabo em lugares onde mal dá pra dançar. Ou seja, qual o sentido de estar longe do conforto do meu lar? Os horários me comprometem também, porque dá no máááximo 3 horas da manhã e já estou caindo de sono. Aí alguém vem e me diz “como assim, ainda estamos na metade da noite”. Não, gente, isso não. Nem virar a madrugada acordada EM CASA tem sido uma tarefa fácil, imagine só na balada. Bom saber que não estou sozinha no mundo, passei 23 anos achando que era uma “jovem” com probleminhas <3

  2. Detesto Carnaval, sei que todo mundo gosta e, pior: detesto Carnaval MORANDO EM SALVADOR, pecado capital!
    Tenho evitado Coca-Cola porque fiquei com fraqueza nos ossos, detesto Katy Perry porque, para mim, ela é tipo uma Cláudia Leitte gringa, não tem voz alguma.
    Mas Mc Donalds, confesso, ainda é um vício tenebroso que não consegui largar.
    Beijos.

    • Haha sei beem como é isso, rola todo um preconceito com quem mora em Salvador e não gosta de carnaval. Mas fique tranquila, te entendo bem.

      Adorei a comparação com a Cláudia Leitte, faz todo sentido. Considero ambas ridículas no mesmo patamar. Olha, Coca-Cola é um negócio extremamente agressivo ao organismo, mas sou meio suspeita para falar mal.

      Beijo!

  3. Eu ODEIO McDonald’s. Quando eu estava em NY tive que me forçar a comer isso para economizar dinheiro para fazer outras coisas. Não gostava antes disso e agora menos ainda!

    • Sofri do mesmo mal quando fiz minhas primeiras viagens para o exterior. Comida no McDonalds para economizar e olha, maior erro. Agora faço mil pesquisas antes de viajar para encontrar lugares mais em conta com comida decente.

  4. Li seu comentário sobre McDonalds, Coca-cola e balada (principalmente Carnaval) pensando: GRAÇAS A JAH! ALGUÉM QUE ME ENTENDE! Eu preciso ser sua amiga, tipo, PARA SEMPRE! (Eu sei que você não me conhece, mas obrigada por existir! Por favor, explica pros meus amigos… hahaha)

    Depois até pensei em fazer essa postagem também, mas não consigo limitar a pensar em 5 coisas, porque eu acho que nasci contra o mundo! Enfim, McDonalds eu nunca gostei! Comi uma vez na minha vida (quando eu tinha 6 anos, por causa do brinquedo, e fiz vômito. Juro. As pessoas não acreditam. Coca-cola, eu até bebo na falta de qualquer outro líquido. Na minha escala refrigerante é o último que escolho e coca-cola é o último dos refrigerantes. Agora balada, acho que é o que as pessoas mais me condenam, e você resumiu perfeitamente. Ninguém entende porque num show de alguma banda que eu gosto eu faço mil sacrifícios pra ficar lá na frente e no carnaval eu só reclamo (ah, fui a um carnaval pela primeira vez esse ano aos 27 anos de idade, no Rio de Janeiro, pra saber como era e me arrependi!). E não é só pelas músicas, eu até gosto de bastante coisas variadas, quase todos os estilos. É que quando é o seu ídolo, É O SEU ÍDOLO! O resto não faz sentido aquela bagunça e desconforto todo!

    Deixa eu parar de falar então porque senão meu comentário vai ser maior que seu post! Acho que vc me entende! hahaha beijos

    • Hahaha imagina, Erika! Estou bem feliz por saber que tem mais gente no mundo que também não sabe lidar com essa paixão generalizada das pessoas por McDonalds, Coca-cola e balada. Poderia jurar que estava sozinha no mundo.

      O pior é pensar que gostei de algumas dessas coisas. Comia muito McDonalds e hoje mal aguento o cheiro. Você dificilmente vai me ver pedindo um refrigerante, mas tomo goles dos copos dos amigos quando fico com sede. Mas Coca-Cola é difícil, não me cai bem. Se for o caso prefiro uma Schweppes Citrus.

      Existe uma diferença absurda entre show e balada. Até mesmo na frequência. Balada é coisa para todo fim de semana, shows nem sempre. E poxa, se for por algo que eu gosto de verdade, vou sim fazer um sacrifício. Você se desloca para ouvir sua banda querida ao vivo. Na balada ainda se corre o risco de ouvir coisas detestáveis.

      E imagina, pode comentar sempre e sem se limitar nos caracteres <3

  5. Nunca ouvi falar de Mumford and Sons. Vou jogar no Google. Mas é legal ver que muita menina não curte baladas hehehe, acho que ta td mundo preferindo ficar só no blog =D
    Mc Donald tb é uma coisa que eu não ligo. Quando como lá sempre me sinto mal o dia todo…

  6. Balada e carnval: tô fora, detesto com todas as minhas forças. Sou mais a tranquilidade da minha casa com um bom filme na televisão e o namorado do lado. Não sou fã da Katy, mas também não odeio, mas não como negar o quanto essa moça desafina numa apresentação ao vivo.

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