All the time, every day

Do you fall so short of all that’s in your heart when your friends, that you should pull up, you instead pick apart? Do you watch the world get cold, and crushed, and small? And when you could do so much, do you do fuck-all?

And, considering all this, and agreeing that it’s true, is it harder each time just to feel something new? But do you sometimes wish not to feel anymore? To wall it off? To make it all go away? To just put it to an end?

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Às vezes prefiro que falem por mim.

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À beira de um ataque de nervos ou Murphy, seu lindo

Jamais acreditei nesta história (sem fundamento) de que o universo conspira contra um ser humano. Me parece egoísta demais. Se for para encontrar uma desculpa para um acúmulo de infortúnios, é preferível citar Murphy. Convenhamos, manter um caso amoroso com Murphy é bem mais interessante do que dizer que os cosmos estão se movimentando para lhe proporcionar infelicidade. Sua ação peculiar atrai a atenção até mesmo de pessoas pouco curiosas.

Ele é, provavelmente, o cara mais persistente que já passou pela minha vida. E desenvolveu uma capacidade admirável de demonstrar fidelidade enquanto investia em outras pessoas. Se um dia fui sensível a traições, hoje elas não me afetam. Desde que entrei em um relacionamento sério com Murphy, o perfil manipulador desse lindo fez com que eu não me abalasse com a sua infidelidade (não entraremos em detalhes, mas digamos que muitos homens por aí fizeram escola com ele). Afinal, ele sente uma agonia imensa se o impedirem de colaborar para incontáveis desfechos trágicos.

Segundo fontes que já tiveram relacionamentos duradouros, o amor costuma se esvair com o passar dos anos. Como consequência, o casal não se aguenta por muito tempo. Com Murphy, as coisas acontecem ao contrário. Meu amor, um tanto masoquista, se intensifica a cada dia. E digamos que já constituímos uma relação estável, pois estamos juntos há pelo menos 10 anos.

Para nós, as coisas funcionam como um vício. Ele se esforça para que nada dê certo (ou pelo menos tenha um final típico de novela mexicana) e a minha dependência só aumenta. Já rolou até pedido de casamento, da parte dele, claro.

E ele abrange uma gama de atividades cotidianas. Porque não basta prejudicar aquele dia tenso na faculdade ou aquela ligação mal resolvida que vai – sem dúvidas – render uma bronca do chefe. O danado gosta de mandar uma chuva daquelas quando você está sem guarda-chuva e precisa estar impecável para uma reunião dali alguns minutos. Vai te dar uma ajuda especial para queimar a mão na hora de cozinhar; para manchar, sem querer, aquele seu vestido favorito; vai fazer de tudo para o seu chuveiro explodir no dia mais frio do ano (e sim, você mora sozinha); é favorável à sua distração e faz de tudo para que você esqueça o seu pendrive com todas as coisas do trabalho em casa. E só permite que você se lembre no meio do caminho, quando já é tarde para voltar.

Se tudo isso acontecer no mesmo dia, então, Murphy terá seu parque recreativo.

No fim das contas firmamos um pacto. Ele me treinou para esperar o pior e duvidar da veracidade dos fatos quando as coisas derem certo. Por isso peço tanto pra não me olharem torto quando eu duvidar de toda e qualquer afirmação. Não me achem paranoica ou vítima de uma ansiedade fora do comum quando fico embasbacada com um acontecimento favorável à minha pessoa. São tantos anos de convivência que o desapego já deixou de ser um tópico de discussão entre nós.

Vejo que todas essas porradas psicológicas são moldadas no mais puro sentimento de afeto. Ele só apronta essas peripécias para intensificar minha brutalidade com a vida. Um treino diário para me preparar para diferentes modalidades de tombos. Vai dizer que não é a pessoa mais confiável de meu convívio?

La petite fille de Monsieur Linh, de Philippe Claudel

Nas primeiras páginas conhecemos um homem que perdeu tudo – a comunidade da qual fazia parte foi devastada pela guerra, os familiares faleceram, e as lembranças físicas se limitam a uma foto, um saco com um pouco de terra de sua pátria, e uma bebê “mais leve que a mala”. A criança em questão é sua neta, única sobrevivente junto a ele. Ainda desorientado com todas essas circunstâncias, ele é levado, junto a pessoas em situação semelhante, para outro país, na esperança de reconstituir a vida em uma nação que não foi destruída.

Nós não sabemos de onde ele saiu, muito menos para onde se destina. Em nenhum momento essa informação é fornecida de prontidão ao leitor. Há indícios de que Linh saiu de alguma parte da Ásia e foi parar em território Europeu. Em La Petite Fille de Monsieur Linh, Philippe Claudel nos convida a juntar os pontos e descobrir que terras desconhecidas são essas – proposta que parece insana a princípio. Percebemos, no decorrer da obra, que é um recurso sensato do autor para mostrar que sua história poderia acontecer em qualquer parte do mundo.

Recém-chegado em terras estrangeiras, Monsieur Linh é direcionado a um dormitório. Das diversas pessoas ali instaladas, com exceção da assistente do local, ninguém fala a mesma língua – o que intensifica o sentimento de deslocamento. Ele não sai para dar uma volta e pouco fala. Ocupa seu tempo apenas com a neta, uma bebê tranquila que pouco reage aos acontecimentos dos arredores.

Quando Linh resolve dar uma volta, apesar do medo de se perder e não encontrar o caminho de volta, descobre um parque logo a frente do dormitório. Um dia, sentado em um dos bancos, é surpreendido por Monsieur Bark – um senhor falante que executa um verdadeiro monólogo ao seu lado. Ele estranha, não compreende uma palavra, mas sente um crescente conforto na companhia de um desconhecido que lhe dedica atenção. Incomunicabilidade é um problema apenas àqueles que a permitem – inicia-se assim uma verdadeira amizade baseada unicamente em expressões corporais.

Claudel adota um vocabulário de fácil compreensão, mas faz descrições apuradas das sensações experimentadas pelos seus personagens. É um verdadeiro tradutor das coisas não físicas que cremos serem indescritíveis. Colocar-se na pele de Linh é quase uma ação automática durante a leitura – seus medos e anseios não parecem impossíveis e, com o desenrolar da história, deixam o leitor tão angustiado quanto o personagem.

Para quem não sabe, o autor também já trabalhou como diretor e as marcas de um cineasta são bem evidentes nesse livro. Ele esteve na primeira edição da Pauliceia Literária e enfatizou as diferenças mais pontuais dessas duas formas de trabalho. Reforçou a facilidade que a literatura oferece ao dar liberdade à imaginação do autor. No cinema, a dificuldade é redobrada: as imagens entregam tudo sem grandes mistérios – é necessário construir os enigmas da trama por meio de expressões físicas, por exemplo, criar uma ambientação que seja tão desafiadora quanto os cenários criados na escrita.

Pela metade do livro, temos a impressão de que tudo atingiu um nível de estabilidade e paz. Até o momento em que o enredo altera seu rumo por completo com a mudança do velho senhor para outra residência. Indícios mostram um local como um sanatório – pessoas vestidas com as mesmas roupas, nenhuma interação, gente que mal se comunica. Linh fica ainda mais sozinho. Perde o contato com Bark, não possui mais uma única pessoa capaz de compreender sua língua.

Nesse ponto fica complicado desenvolver alguns pontos sem entregar informações cruciais, que podem ser vistas como spoilers. Ao leitor, é o momento em que diversas interrogações começam a ser respondidas e tentar imaginar-se no lugar do personagem central passa a ser uma missão ainda mais dolorosa que nas primeiras páginas.

Sem entregar mais spoilers, digo que a amizade entre Linh e Bark é uma das mais bonitas que já vi na literatura – é impressionante a intensidade dos laços estabelecidos entre ambos embora não saibam uma mísera palavra em comum que lhes permita a comunicação verbal. Uma cumplicidade tão real que valida toda a proposta de Claudel – pouco importa a origem e o destino de cada um. Amizades de verdade destroem qualquer barreira.

CLAUDEL, Philippe. La Petite Fille de Monsieur Linh. Editora Livre de Poche, 2007. 151 págs. Preço sugerido: R$29,70

for the love you bring won’t mean a thing unless you sing, sing…

Tenho uma vizinha com vocação para artista. E ela tem consciência do fato, tanto que sempre ensaia suas cantorias no conforto do próprio lar. Digamos que meu prédio é acolhedor demais, daqueles que curte a proximidade entre os sons emitidos por cada morador. Sou a plateia mais próxima da dona moça, que canta vários “clássicos” com uma intensidade que olha, não dá pra traduzir em palavras. Há boatos de que a criatura parou no tempo, fato constatado pela presença frequente de “My Heart Will Go On” (sim, da Céline Dion) e “My Immortal” (Evanescence. Sim, há quem ainda goste deles) na setlist. Quem já me visitou em uma tarde de domingo pôde desfrutar do pocketshow e está de prova.

Nem parece a menina acanhada que não abre a boca nem para dizer boa tarde quando passa por você no corredor. Ainda assim, criei respeito pela criatura porque gosto de gente sem filtro, que investe na própria voz como se não tivesse espectadores – ou melhor, há toda uma nova interpretação de plateia. Porque eu imagino a criatura assumindo o controle remoto da tevê como um verdadeiro microfone e cantando para um público imenso, um mundo de pessoas com os olhos marejando de encanto pelos agudos da criatura.

Diferente dela, meu uso de cordas vocais está restrito ao banheiro – como backing vocal, porque a música está sempre alta. É lógico que também me falta muita decência nessa vida e devo causar sofrimento à vida do vizinho do andar de cima. Sou tão intensa quanto a jovem do apartamento da frente, e costumo cantar do mesmo jeitinho, já visualizando meus fãs com plaquinhas e tudo mais. Um dia terei uma explicação decente para o efeito da música sobre a minha falta de noção, que se resume ao vídeo do Travis para Sing. Canto feito desalmada e me sinto dentro desse clipe. É tanta empolgação que dá vontade de sair atirando comida na cara das pessoas.

Nunca me importei com o incômodo que posso provocar, visto que moro no mesmo prédio há quase quatro anos e aprendi com a moça do my immortal que o importante é mostrar a nossa arte. Até o dia em que fiquei com a ópera-chiclete “Carmen”, de Georges Bizet, matutando na cabeça. A mais grudenta é a mais conhecida, Habanera* (do original “L’amour est un oiseau rebelle”, coisa linda de título). Se eu desafino com o tradicional, imaginem o sucesso quando o assunto é ópera. Tenho recompensado os ensaios da vizinha desde então. Canto à plenos pulmões.

Não sei o que é pior – o meu vício repentino pela música ou o fato da moradora do apartamento de cima ser cantora de ópera (dessas que se apresentam no exterior, meus caros). Só me resta lamentar pelos ouvidos dessa pobre alma.

*

Mostra Internacional de Cinema de SP #4

11) The Wind Rises, de Hayo Miyazaki

Essa é a despedida de Hayo Miyazaki como diretor. Ele, que criou aquela coisa linda chamada A Viagem de Chihiro. Seu último trabalho é um filme mais sério, com criaturas estranhas que habitam apenas no imaginário de Jiro Horikoshi, aparecendo apenas quando ele sonha. Por sinal, momentos importantes na construção da história – embora inconsciente, essa hora é dedicada a reflexões. Quando, em meio a situações inusitadas, ele pensa com calma sobre as questões que o inquietam. O longa é sobre a história de Jiro, designer responsável pelo modelo do avião Zero Fighter (utilizado durante a 2ª Guerra Mundial).

É todo voltado ao público adulto e não tem os devaneios tão característicos de outras produções do diretor, mas isso não desmerece The Wind Rises. É um formato diferente, porém igualmente bem sucedido. Não vi a filmografia completa de Miyazaki e ainda assim acredito que seja um de seus filmes mais tristes. Ele mostra a infância de Jiro e o seu desejo incansável de criar belas aeronaves. Embora monte algo perfeito em sua mente enquanto sonha(desenhos belíssimos, por sinal), no fim observa os aviões se despedaçando, como se fossem feitos de papel. Demonstra, em certa medida, o seu medo de construir instrumentos que posteriormente seriam utilizados para destruição.

Você assiste achando a história bem bonita – Jiro é uma pessoa super empenhada, um grande trabalhador que preza pelo seu ofício – contextualizado com a relação que levava com a família e como conheceu a futura esposa. Ao mesmo tempo, é preciso aceitar a condição de que ele está construindo armas de guerra. É preciso saber dosar esses sentimentos para apreciar esse filme, um belo adeus de Miyazaki.

“Le vent se lève! Il faut tenter de vivre!”

12) Pais e Filhos, de Hirokazu Koreeda

Koreeda possui uma pegada meio Miyazaki no jeito como coloca suas histórias em cena. Há beleza demais para um pequeno espaço – fotografia apurada, atores com os quais você simpatiza logo de cara e um clima de serenidade extrema. Alguns minutos de filme e ele já te instala um aperto no coração, aquele estranhamento de quem não quer aceitar que haja tragédia em uma paisagem tão delicada.

Em Pais e Filhos ele nos mostra o cotidiano de um casal aparentemente rico com um filho pequeno. Enquanto a mãe se mostra afetuosa o tempo inteiro, o pai demonstra uma exigência um tanto exagerada para uma criança tão nova. Quando o garoto atinge a idade escolar, o hospital onde nasceu entra em contato com a família para dizer que os bebês foram trocados na ocasião do parto. Inicia-se uma longa saga: o casal pensa se é o caso de “destrocar” as crianças e passa a medir as consequências desse ato tanto para os pais quanto para os pequenos.

Parecia um tema óbvio e batido a princípio, não fosse um longa contado pela perspectiva de Koreeda. Para ele, é proibido ter falhas no roteiro e nenhum minuto da projeção é desperdiçado. A trama é desenvolvida a partir dos encontros das duas famílias, completamente distintas. Além de mostrar um pouco sobre a cultura local (fui enfática ao destacar essa característica nos outros filmes da mostra), ele aponta o contraste e a diferença de valores entre as duas famílias sem ser tendencioso – ele não quer nos levar a concordar com um personagem ou outro. Seu plano é nos colocar na pele de cada um, experimentar as sensações de todos. Para sair do cinema com o coração do tamanho de uma ervilha (e sim, isso vale para pessoas insensíveis).

The Wind Rises

Pais e Filhos

Mostra Internacional de Cinema de SP #3

7) El Gran Circo de Timoteo, de Lorena Gianchino

A peculiaridade do tema foi o que chamou atenção. É um documentário sobre um circo de drag queens que viaja pelo Chile há quarenta anos. As apresentações acontecem em grandes cidades e também em lugares do país que mais parecem o fim do mundo. O responsável pela criação do circo é Timoteo, um senhor tranquilo que trata sua empreitada como se fosse um filho. O longa fala dos obstáculos enfrentados pelo do comediante – embora queira dar continuidade ao seu projeto, sente que é a hora de parar devido a alguns problemas de saúde.

Tem lá seus momentos de humor, mas por algum motivo há um clima de melancolia que percorre todo o filme. Talvez seja uma consequência das reflexões de Timoteo e sua dificuldade em dar fim ao circo. A montagem é bem interessante, pois em poucos minutos nos mostra a trajetória do grupo por diversas perspectivas. São poucas as cenas que mostram o show propriamente dito – Gianchino prefere mostrar os rostos por trás de toda produção, os problemas enfrentados ao instalar a tenda, as diferentes reações do público. Um retrato bonito e cuidadoso para registrar o histórico do circo.

8) Uma Casa com Torre, de Eva Neymann

Já aviso que é um filme do mal. Porque todo filme que coloca uma criança sofrendo como personagem central é solicitação para o sofrimento. E convenhamos que os russos possuem um humor nada peculiar para lidar com as coisas. A diretora foi bem feliz em seu retrato da Rússia soviética durante a Segunda Guerra Mundial. Nem parece que foi rodado em 2012, fato intensificado pela filmagem em preto e branco. Foi inspirado no conto autobiográfico (que leva o mesmo nome do filme) de Friedrich Gorenstein, que trabalhou como roteirista em Solaris, de Andrei Tarkóvski.

O menino tem oito anos e acaba se perdendo da mãe, enferma, que é encaminhada ao hospital durante a viagem que faziam. A cidade aparenta ser minúscula, mas imaginem bem uma criança sozinha tendo que se virar e perambular até encontrar o local onde sua mãe segue em tratamento. Tem um toque de O Menino do Pijama listrada (o livro, pois não vi o filme) no ponto de observarmos tudo pela perspectiva de uma criatura inocente que não tem muita dimensão dos acontecimentos. Infelizmente acaba com aquela sensação de “filme nada”, aquelas produções que se propõem a alguma coisa mas não demoram para perder o sentido próximo ao desfecho.

9) Les Garçons et Guillaume, à Table!, de Guillaume Galienne

Critério questionável de escolha: parecia um filme bobo, e eu queria algo mais leve porque sentia que Child’s Pose seria mais sofrido. Também procurava uma produção falada em francês. Então lá estava, conhecendo a história de Guillaume, um homem que sempre foi tratado como mulher, em especial pela mãe. Ele está destinado – ao menos acredita estar – à delicadeza, por gostar tanto de atividades consideradas femininas. Sem sorte para os esportes e interessado por arte, ele parece

mesmo seguir um rumo contrário. E o filme discute isso – suas incertezas sobre a própria sexualidade. Guillaume não tem problemas com a forma como é tratado, mas receia arriscar “o outro lado” e sair da zona de conforto. Não entro em detalhes para não dar spoilers.

O diretor também não demonstra qualquer intenção em explorar essa temática. Ele não quer questionamentos profundos, pelo contrário. Mais parece rir da própria desgraça – e encara tudo com tanta naturalidade que mesmo suas descobertas não o assustam tanto. Esse é o ponto alto do longa – uma comédia bem feita que tira proveito de uma situação que bem poderia acontecer nas nossas famílias.

10) Child’s Pose, de Calin Peter Netzer

Enquanto escrevia essas notas me dei conta que peguei uns tantos filmes que abordam temas familiares. Mesmo tendo feito escolhas com base em horários e locais, esses temais acabaram me atraindo de certa forma. Child’s Pose (Luminita Gheorghiu) foi, sem dúvidas, um dos mais densos da lista. Uma das características que mais me chamou atenção foi o fato de ser bastante verborrágico e nem por isso complexo. A agonia surge mesmo na composição das cenas e na dificuldade de comunicação entre os familiares.

Cornelia, personagem central, comemora seus 60 anos nos minutos iniciais. Tudo parece normal na família. Até o momento em que ela recebe uma ligação dizendo que seu filho, Barbu, acaba de se envolver em um acidente. Ele saiu ileso, mas atropelou um garoto. O instinto materno fala mais alto e ela parte à defesa de seu rebento. Percebemos que Barbu é um tanto tacanho e tenta, com dificuldades, fugir da proteção exacerbada de sua mãe. Luminita se destaca em cena, encarando uma personagem complicada. Ao mesmo tempo em que tentamos entender o lado dela, sentimos vontade de obrigá-la a largar mão de uma vez por todas de Barbu.

Se meus argumentos não são suficientes, Child’s Pose ganhou o Urso de Ouro em Berlim (na edição deste ano). É da Romênia, o que oferece uma boa oportunidade para conhecer um pouco das nuances da sociedade atual do país.

El Gran Circo de Timoteo

Uma Casa com Torre

Les Garçons et Guillaume, à Table!

Child's Pose