it’s sacrilege, you say

Como foi escrito no Posfácio, Karen O transou com um anjo, surtou, achou ótimo mas bateu uma culpa – era sacrilégio. No final ela reza  com direito a coro de igreja e fica tudo bem (!). A ideia obteve um bom retorno, curtimos e até dançamos junto. A exemplo de boa parte dos hits do Yeah Yeah Yeahs, é necessária ajuda médica para tirar essas músicas da cabeça. Grudam mesmo. E te deixam com vontade de rodopiar por aí como se não houvesse dignidade na vida. Adiei minha recepção de Sacrilege porque já desconfiava desse caminho sem volta.

Agora estou comemorando porque é uma música animada e há tempos eu não me empolgava com o gênero. E Summer Camp não conta, pois por algum motivo obscuro eu fico triste com as letras e consigo abstrair o pano de fundo animadinho.

Vocês podem detestar, mas não custa dar uma olhada no videoclipe. Ele mantém o tom esquisito dos outros vídeos da banda e é protagonizado pela modelo e atriz britânica Lily Cole (sim, a moça de O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus). Não me julguem, mas curto muito as expressões demoníacas dos cidadãos dessa cidade de interior maluca no início do vídeo. Bom uso da ideia de contar uma história ao contrário. Funcionou bem com a proposta do enredo.

E sempre pode melhorar: a direção é de Megaforce, que já fez clipes para o Metronomy (A thing for me), Madonna (Give me all you luvin’), Tame Impala (Solitude is bliss, um dos meus favoritos). Deixo a dica para conferirem os trabalhos dele. Coisa de qualidade.

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