Let’s give it a try?

Eu não sentia nada. Só uma transformação pesável.
Muita coisa importante falta nome. – Guimarães Rosa

Não perderei tempo atribuindo mil motivos para provar que 2011 foi um ano terrível. Guardarei apenas a experiência – o amadurecimento e as pequenas conquistas. Talvez as coisas ruins sirvam justamente para isso. Obstáculos impostos para testar nossa resistência.

Para 2012, tudo isso pode se repetir. Espero, ao menos, que seja ameno. Se não fosse pedir muito, faria votos por compreensão e paz. Mas seria pretenso e um tanto ambicioso da minha parte. Os planos com relação aos anos anteriores mudaram – não planejei nada. Estipular metas para um ano inteiro é apavorante. Tentar se adequar aos poucos, sim, me parece plausível.

É o que desejo para todos. A virada do ano deve fornecer um pouco de esperança por mudanças positivas. E que haja muita calma para lidar com todas as variações decorrentes das alterações (inevitáveis) que encaramos ao longo da vida.

Assim como me autorizei a errar sem medo em 2011, assino uma autorização para ter esperanças também. Um pouco de ousadia para começar 2012, por quê não?

Feliz ano novo.

I’ll do anything to be happy

oh, ‘cause blue skies are coming

but I know that it’s hard

Desafio Literário 2011- Um Dia, de David Nicholls

Histórias de amor caminham sob uma linha tênue, na qual procuram se equilibrar entre o óbvio e a criatividade para mostrar-se singular ou minimamente capaz de uma fuga do convecional. Não é difícil cair na mesmice. Embora não haja inovação alguma e isso aconteça sutilmente, Um Dia, de David Nicholls consegue atingir esse equilíbrio.

A história corre o risco de entregar-se ao óbvio constantemente, mas existe um cuidado do autor para que isso não aconteça. O fio condutor e fato peculiar da obra é a data especial para Emma Morley e Dexter Mayhem. O primeiro ‘encontro’ acontece no dia da formatura de ambos.

A partir de então, a cada ano, sempre no dia 15 de julho, eles partilham algum momento importante em suas vidas. A amizade se fortalece e a história de um acaba dependendo – embora de maneira indireta – da história do outro para acontecer.

Emma e Dexter não possuem nada de fantasioso. Todos os personagens não procuram bancar os herois. São todos extremamente humanos, vulneráveis como qualquer indivíduo comum. Nicholls possui um estilo despojado, e sua escrita é permeada por um humor espirituoso.

Essa naturalidade, porém, abriga mutuamente uma vantagem e uma desvantagem. Aproxima o ficcional da realidade e do ordinário, pois mostra uma realidade sem grandes floreios. O que pode prender ainda mais a atenção do leitor, ou parecer excessivamente real e tornar-se maçante.

Pois é justamente quando Dexter passa por uma fase conturbada que a obra perde um pouco do seu encanto inicial. Com a passagem dos anos, ele mantém a mesma personalidade inconsequente do período da faculdade. A imaturidade o deixa irritante em diversas passagens. Nicholls então procura atribuir-lhe choques de realidade. A sequência constroi a travessia pela qual passa o personagem. Apesar da personalidade irritante, ele evidencia nossa dificuldade usual em encarar problemas de frente.

Embora os personagens centrais partilhem o humor descontraído, Emma é mais frágil. Ela, sim, enfrenta os empecilhos com força e atravessa as experiências encontrando-se cada vez mais madura. Talvez seja essa a grande sacada de Um Dia. Emma e Dexter compensam seus defeitos e embates pessoais. Suas histórias, como dito anteriormente, se completam.

Aos desavisados, é importante lembrar que o livro não abriga um exemplo de genialidade. A história cumpre seu papel como um drama ameno. Um enredo envolvente, uma leitura leve. Para se envolver sem grandes questionamentos.

Correspondente ao tema de Dezembro do Desafio Literário 2011

Os melhores filmes de 2011

Dando continuidade aos melhores de 2011 (que começou ontem e acaba hoje, um mero detalhe), mais uma vez tive medo de ser injusta em meio a tantas opções boas. Segui o mesmo esquema do post anterior, escolhendo entre filmes lançados neste ano e longas das antigas. Mera coincidência ou não, todas as minhas escolhas chegaram ao Brasil em 2011.

Vi muitos filmes, mas a quantidade de títulos diminuiu em comparação com a lista do ano passado. Fui tanto ao cinema que acabei deixando meu aparelho de dvd de lado. Triste, mas acontece. Enfim, chega de prolixidade e vamos à lista!

O quinto lugar ficou com A Pele Que Habito, dirigido por Pedro Almodóvar. Gosto muito dos trabalhos dele, e esse filme em especial apresenta um formato semelhante ao dos primeiros trabalhos do diretor. Almodóvar possui uma fórmula especial para provocar risos em cenas trágicas – ou talvez seja apenas uma impressão pessoal. É inevitável. A personagem é submetida à tortura e eu fico lá, rindo descontroladamente enquanto as pessoas do cinema olham com medo.

Não o considero o melhor trabalho do diretor, mas tive uma experiência digna no cinema ao prestigiar uma obra completa. Roteiro bem amarrado, ótimos atores, e uma trilha sonora bem colocada. Certamente é uma escolha suspeita. Me sentiria mal por não colocar um trabalho inédito do diretor na lista dos melhores do ano.

Prefiro poupar comentários sobre o enredo porque a graça do filme é justamente a surpresa proporcionada com o desenrolar da história. Por sinal, admiro quem conseguiu resenhá-lo sem entregar informações importantes.

A escolha da quarta posição foi presenteada com um título cafona no Brasil. É, Rabbit Hole virou um piegas Reencontrando a Felicidade. Embora pareça banal, tira um pouco da “mágica” do filme. Rabbit Hole, a partir de certa altura, é um título que faz pleno sentido. No caso da tradução brasileira, você ainda questiona o que tem a ver com a história por um tempo.

Dirigido por John Cameron Mitchell, o longa conta a história de um casal que acaba de perder o filho, morto em um acidente. Já estava com saudades de Nicole Kidman em um bom filme. A espera compensou em diversos aspectos. O roteiro deste filme poderia colocá-lo facilmente no topo da lista.

Gosto muito da forma como a história é contada, apresentando pontos de vista distintos. Pelo trailer, imaginava algo pesado e, justamente por isso, escolhi um dia tranquilo para assisti-lo pois acreditei que sairia do cinema muito abalada. Por sinal, chega a ser um tanto estranho – você sofre no início do filme e, ao final, esboça um sorriso desconfortável. Uma tentativa de compreensão com a dor do casal, creio eu.

Quanto ao terceiro escolhido, só tenho uma coisa a dizer: Javier Drolas. Mil vezes Javier Drolas. Eu poderia fazer uma piada sem graça e dizer que o filme só entrou na lista por tê-lo no elenco, mas né, chega de chatices em 2011. Tenho admiração pelos trabalhos do cinema argentino, mas Medianeras é tão sutil e despretensioso, que acabei me surpreendendo. A direção é de Gustavo Taretto.

O enredo não possui nada de extraordinário, e talvez seja esse o grande mérito do longa. Assisti duas vezes, e lembro que muita gente saiu reclamando do final. Ok, os mais velhos devem achar completamente imbecil. Eu adoto o clichê e prefiro considerar um conto de fadas (às avessas) em pleno século XXI. É improvável? Claro. Mas é essa a beleza do cinema.

E quando falo em beleza do cinema, levo em conta a máxima do leque de sensações proporcionadas pela experiência cinematográfica. Ela nos dá liberdade para acreditar no impossível, rir, chorar, enfim, criar um envolvimento como se o que está exposto na telona fosse um acontecimento do cotidiano.

Isso justifica, em parte, a escolha do segundo lugar. Melancolia, dirigido por Lars von Trier, é maravilhoso por passar uma sensação extrema de incômodo do início ao fim e, ainda assim, terminar de forma primorosa. Sobre o enredo, eu prefiro me apropriar das palavras do Rodrigo Oliveira, que o definiu perfeitamente com duas palavras: letargia apocalíptica. Aliás, já que nossas opiniões coincidiram, prefiro compartilhar a resenha dele – que fala por mim. Saí do cinema extasiada e, paradoxalmente, tomada por uma tristeza imensa.

O primeiro lugar não é surpresa para ninguém. Meia-Noite em Paris, de Woody Allen. Saí do filme tão maravilhada que sentei e escrevi sobre ele. E acreditem, isso raramente acontece. Adoro a sensação de acompanhar um assunto que me atrai de uma maneira leve e descontraída. Há quem o considere uma comédia romântica – e se for, seria uma exceção à categoria devido ao caráter inteligente do enredo.

As homenagens aos artistas, as inquietações do escritor, a a “declaração de amor” (ou quase isso) à imaginação… 2011 foi um ano que dependeu – e muito – da ficção para chegar até o fim de forma saudável e esse é, ao meu ver, o fator decisivo para colocá-lo em primeiro lugar. Em meio a tanto desespero, há um filme dizendo que sim, você pode acreditar na sua imaginação e fazer bom uso disso. Bem poderia ser assim sempre…

As melhores leituras de 2011

Se 2011 veio cheio de falhas técnicas, ao menos soube me amparar com ótimas leituras. Em 2010, em decorrência da mudança para São Paulo e todos os seus contratempos, minha lista foi lamentável. Fiz o papel da leitora relapsa e certamente não nutri o mínimo orgulho disso. Tentei reparar o erro em janeiro deste ano e, felizmente, recuperei parte do meu antigo hábito literário. Foi um ano, de certa forma, “eclético” (e atípico, diga-se de passagem). Redescobri certos autores, li clássicos que antes me assustavam e acabei encarando sem medo.

Já aproveito para justificar o título. Mentiria se colocasse “os melhores livros de 2011”, ou decepcionaria os mais desatentos. Creio que li poucos títulos lançados exatamente neste ano. Por sinal, fica como meta para 2012 – dar mais atenção aos lançamentos.

A ideia era escolher A melhor leitura, mas não consigo. Escolhi, em meio a muito sofrimento, 5 livros. Justificarei as escolhas em linhas gerais.

O quinto lugar ficou com Na Pior em Paris e Londres, de George Orwell. Livros catalogados no gênero Jornalismo Literário correm o sério risco de cair em desgosto na metade da leitura. Talvez seja um azar decorrente das minhas escolhas um tanto duvidosas, ou das inúmeras leituras acadêmicas – obrigatórias, vale reforçar. Na maior parte do tempo, o livro começa da forma mais empolgante possível e pouco depois já não consegue sustentar os argumentos iniciais.

É bem suspeito, visto que Orwell consagrou-se com obras tão envolventes quanto seus escritos não ficcionais. O livro aborda uma realidade desoladora com sutileza, e a narrativa flui sem grandes dificuldades. Eu o resenhei para o Blog do Meia Palavra.

A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery, é um livro incrível. Entretanto, o escolhi para o quarto lugar mais pela experiência. Escrevi um pouco sobre isso neste post. A história é atípica, a começar pelo título pouco convencional. A construção das personagens é intensa, tanto que não há surpresa quando nos apegamos a elas como se fossem pessoas do nosso convívio.

A experiência da autora com a filosofia permeia toda a obra, o que não compreende uma desvantagem. Algumas passagens são mais densas e exigem maior atenção, mas a autora faz bom uso do conhecimento que possui na construção do enredo. Uma leitura envolvente e que passa uma sensação muito boa no final – ao menos para os mais apegados ao universo literário.

A escolha do terceiro título a entrar na lista foi complicada. Creio que a obra caberia tranquilamente na primeira posição. Porém, o fator obrigatoriedade me fez pensar duas vezes. E, ao menos nas escolhas aqui presentes, levo muito em conta a experiência da leitura como um todo.

Dom Quixote, o clássico de Cervantes, já figurou em muitas estantes – raramente em sua forma original. Quem nunca leu uma de suas muitas adaptações, em especial nas versões infantis? Tive receio antes de começar a versão original, e admito que nosso primeiro contato não foi pacífico – talvez por ser uma leitura imposta. Ainda assim, as passagens conseguiram me cativar aos poucos.

A primeira parte foi suficiente para me apegar às desventuras de Quixote e Rocinante. Eu ria sozinha a cada passagem. Os danos, porém, foram irreversíveis. Dom Quixote me tirou os pés do chão da forma mais dramática possível, por evidenciar o quão grave podem ser as conseqüências de sermos quixotescos desvairados (!).

Desonra, de J. M. Coetzee conquistou uma posição melhor por ser uma leitura nova em vários aspectos. Foi minha primeira participação em um Clube de Leitura, e o meu primeiro contato com a literatura africana.

E tinha mais – sempre leio alguma informação sobre o livro antes. Dessa vez fui à biblioteca e peguei Desonra sem muitas expectativas. Estava mais preocupada com o tempo – tinha apenas dois dias para finalizar a leitura. Vocês sabem, quando a obra não é fácil – ou quando é ruim mesmo – exige um olhar mais cuidadoso. Felizmente, meu receio passou em poucas páginas.

É um destaque na literatura contemporânea, ao menos para mim. Recomendo sem medo por abordar um tema polêmico sem ser pretensioso e não chegar perto de cair no óbvio. Destaco também a qualidade da narrativa, que, além de prender a atenção do leitor, serve como base para inúmeras discussões.

O primeiro lugar, mais que merecido, vai para Extremamente Alto & Incrivelmente Perto. Resenhei o segundo trabalho de Jonathan Safran Foer para o Site de Cultura Geral da faculdade, link que divulgo com ressalvas. Embora pareça exagero, é impossível transmitir meu encanto com a obra em alguns caracteres. Precisaria escrever uma tese (eu sei, é absurdo a tal ponto).

O livro pode soar um tanto exagerado e confuso durante o primeiro contato – o que não aconteceu comigo. O narrador central é Oskar Schell, mas a história possui relatos de outras personagens – as narrativas intercaladas se misturam aos poucos.  Tive um comportamento ridículo durante a leitura – aceitável como justificativa alternativa para a escolha dele como a melhor leitura de 2011. Eu abraçava o livro constantamente como se fosse uma pessoa.

Peguei o livro na biblioteca e, antes de devolver, sofri recolhendo uma pilha de post-its cheios de anotações. E pensar que meu desespero foi em vão, visto que a Rocco lançou uma nova edição neste mês. A editora perdeu a oportunidade de publicá-lo novamente no advento dos dez anos do 11 de setembro e eu perdi a chance de riscá-lo à vontade logo na primeira leitura…

Feito tatuagem

Para cada fase da vida, existe uma trilha sonora específica. A música que marcou o primeiro beijo, a conquista de um emprego, uma decepção amorosa. São as notas musicais as responsáveis por deslocar a aparente banalidade do momento por meio de uma melodia. Aquela, que a cada segundo tocado trás de volta a sensação boa um dia sentida, ou relembra paulatinamente a dor de um momento. Há também, certamente, a música-tema, a faixa principal norteadora de uma vida inteira.

Eduardo Coutinho dá voz – literalmente – a pessoas que tenham a história desta música decisiva para contar em seu novo filme, “As Canções”. No formato usual de documentário, cada pessoa canta e pontua o acontecimento em um teatro, posicionada a frente de uma cortina negra, sentados em uma cadeira da mesma cor. De certa forma, a cor escolhida parece refletir a temática conduzida pelo diretor. A majoritária parte das personagens relata histórias de dor – em especial, de desilusões amorosas. O fundo negro sugere justamente o clima de luto, de fase inacabada que deixou para trás apenas a memória ilustrada pela canção.

Ao longo de dois meses, a equipe de Eduardo Coutinho percorreu as ruas do Rio de Janeiro perguntando “Alguma música já marcou sua vida? Cante e conte sua história”. Foram 237 entrevistados, dos quais 18 foram escolhidos por Eduardo Coutinho para se aprofundarem nas histórias por trás da música de suas vidas.

A presença de Roberto Carlos foi unânime. Mas há também composições de Chico Buarque, Jorge Benjor e Noel Rosa. Os 18 depoimentos refletem a diversidade característica da música brasileira. As canções percorrem todas as variações do gênero – quiçá venha a ser uma reflexão sobre a cultura brasileira propriamente dita. Pois não existe um “acordo” – a montagem não segue uma linha única.

A captação é praticamente a mesma, sempre no mesmo cenário. Um contraste com as personalidades apresentadas – indivíduos plenamente diferentes e com histórias igualmente distintas a contar. Há relatos sutis de histórias de amor que não deram certo. Embora não haja nada de extraordinário, é interessante notar a interpretação de cada um para a situação.

Há uma senhora, por exemplo, que mal consegue cantar pois se emociona com facilidade. O mesmo acontece com um senhor, que se emociona ao lembrar uma canção de sua infância que a mãe – ainda viva – sempre cantava. O único personagem jovem a figurar no documentário parece lidar bem com a emoção ao apresentar, em um misto de saudade e lamento, uma composição própria em homenagem ao pai que faleceu.

Uma estrangeira, após uma temporada no Brasil, conta que se apaixonou pelo professor de capoeira. Quando foi abandonada, não deixou-se levar pela dor – recuperou-se com a ajuda de um samba. Outra mulher, pelo contrário, vê-se sem perspectivas. Desabafa ao dizer que “Retrato em Branco e Preto”, de Tom Jobim e Chico Buarque é a música de sua vida. Para ela, após o fim do relacionamento mais intenso por ela vivido, qualquer futuro pretendente apareceria para ela com o estigma de uma das frases da canção: “Já conheço os passos dessa estrada/ Sei que não vai dar em nada”.

Um homem diz-se portador de um “detector de vacilo”, que o impede de causar decepções amorosas por meio de traições. Há figuras bem humoradas, por sinal – como um senhor, que ao finalizar sua participação levanta-se e pergunta “e agora, tenho que sair tristemente ou alegremente?”.

Esta pode não ser a obra mais primorosa de Eduardo Coutinho. Mas é, certamente, uma homenagem bela à importância da música em nossas vidas – os ritmos e composições que ficam em nós – para fechar o comentário com uma referência musical – “feito tatuagem”.

O cinema em 2011

Há quase dois anos eu veria um vídeo desses e me contorceria de raiva por não reconhecer nem metade das cenas. Hoje posso ver um belo apanhado geral dos filmes lançados em 2011 e reconhecer ao menos 90% deles. Muitos ainda não chegaram ao Brasil, mas não devem demorar muito para entrar na programação dos cinemas do país (ao menos em São Paulo e no Rio, pois sabemos que na prática tudo demora muito mais para chegar ao circuito de outros Estados).

2011 não foi um grande ano para o cinema, mas certamente nos trouxe bons títulos. Em 2010, Genrocks fez um vídeo com passagens de vários filmes lançados no ano passado. Além de toda a dificuldade para listar o máximo de longas possíveis, ele concilia citações e boas músicas na trilha sonora. Um trabalho muito bacana que recomendo sem ressalvas.

Em 2011 ele repetiu a dose. Foi ótimo para recordar os filmes vistos e instigar a curiosidade para o que está por vir. A lista completa com todos os longas exibidos no vídeo está aqui. A quem interessar possa, posto também a edição do ano passado:

Camisetas espirituosas para o Natal

Com a proximidade do Natal, as revistas e jornais não param de fazer edições especiais com “101 dicas de presentes” ou coisas do tipo. Com sugestões de terceiros ou não, o desespero para escolher presentes que se encaixem no orçamento é partilhado por todos. Uma coisa bonita de se ver em meio ao envolvente clima natalino (só que ao contrário).

Sempre digo que, na dúvida, é melhor dar um Vale-qualquercoisa de livrarias. Como se eu seguisse meus próprios conselhos. Sou uma pessoa monotemática para presentes e sempre acho que as pessoas vão morrer de felicidade ao ganhar um livro. De uns tempos pra cá tenho tentado mudar e montar kits da Natura, por exemplo. Nem sempre funciona, mas continuo tentando.

Não adianta falar sobre caixas especiais com todos os filmes de um diretor específico, dvds, cds. A não ser que você saiba que a pessoa gosta muito dessas coisas e faz questão de agregar novos itens à coleção.

Há algum tempo, pensei – e por que não comprar camisetas? Se a pessoa não for usar para sair, ao menos poderá vesti-la para ficar em casa ou ir à academia. De certa forma, um presente útil. Mas não pode ser uma camiseta qualquer.

Selecionei dois sites que vendem camisetas com estampas espirituosas. Como tudo na vida, há alguns modelos bem sem graça. Mas para tanto, tudo depende das intenções de quem vai presentear.

Estampa do site Cool T-shirts

Estampa do site Cool T-shirts

O site Cool T-shirts foi o primeiro encontrado. Tem estampas legais, mas só entrega nos Estados Unidos. Um site brasileiro possui modelos parecidos. É o que tem pra hoje. A outra opção, bem mais interessante, entrega no Brasil. É a loja online da revista Mental_Floss. Dá até vontade de ser rica, porque os preços não são muito simpáticos.

As estampas abaixo são todas do Mental_Floss.