Especial Paris, parte 4 – Minha Paris


Parede cheia de "te amo"'s, em várias línguas. Na saída da estação Abbesses do metrô.

Entre tantos guias turísticos e dicas de amigos, conferi de perto e elegi meus lugares prediletos. Não foi uma tarefa fácil. Confrontada com aquela clássica dúvida com relação ao gosto pessoal, tentei selecionar coisas que parecem agradáveis não apenas para mim. Ao invés de jogar o nome de todos os locais, falarei um pouco sobre eles. Tentarei ser breve (com o espaço do blog, nem sempre consigo). Com isso, vocês podem concluir por conta própria se os locais escolhidos os apetecem.

E não se preocupem – há escolhas para todos os gostos. Só ficou um pouco desorganizado. Sejam compreensivos, é muito difícil ser coerente com tantas coisas apaixonantes em mãos. Soar piegas de vez em quando também está permitido, não?

Pontos turísticos

É lamentável ter que apelar aos ônibus de CityTour. Se você tem pouco tempo, tudo bem. Eu perdôo. Mas, como eu disse no texto de ontem, muitos pontos turísticos são próximos. Ainda é possível desfrutar das paisagens ao longo do caminho. Mais saudável, e desta forma você conhece a cidade de verdade.

Nunca entendi a repulsa das pessoas com passeios turísticos. Se aquele ponto tornou-se conhecido – ao menos em boa parte dos casos – é porque tem significado histórico, atribui valor à trajetória da cidade. Desagradável mesmo é não ler nada e tumultuar o lugar só para dizer que foi.

Enfim, gostando ou não, começo indicando os monumentos turísticos. Outros pontos conhecidos aparecerão em categorias posteriores. Em Paris, há muitos locais que oferecem uma vista maravilhosa da cidade. Do alto de vários prédios, você pode observar a cidade inteira. Entre eles, os mais conhecidos são a própria Torre Eiffel, a Torre Montparnasse e o alto da Catedral de Notre Dame. Para todos esses passeios, é preciso pagar para subir. Minha dica, para quem quiser uma prévia, é visitar o terraço das Galerias Lafayette.

Vista da Galeria Lafayette

O melhor local para tirar a clássica foto com a Torre Eiffel ao fundo continua sendo o Champ de Mars. O lugar é lindo e bastante amplo. Dá para aproveitar o passeio, sentar para contemplar a vista e ainda tirar boas fotos. No outro extremo, depois de passar pela Eiffel, fica a Place Du Trocadéro, onde está o Palais de Chaillot. Para chegar até lá, é preciso atravessar uma das pontes sobre o Sena. Por aí já foi possível ter uma noção de como é possível visitar vários lugares sem gastar com transporte e andando bastante.

Museus

Paris possui uma infinidade de museus e não adianta se iludir – é impossível conhecer todos em pouco tempo. Antes da viagem, é bom pesquisar para ter uma ideia dos tipos de obras que você pode encontrar em cada um. De nada adianta ir a um museu só porque todos dizem que a visita é imprescindível se o tipo de arte não te atrai.

Pensando nos apaixonados por todo tipo de arte, criaram o Paris Museum Pass. São três opções – passe para 2, 4 ou 6 dias. Com ele, você não precisa pegar fila e pode entrar em mais de 50 museus. E o melhor – vale não apenas para Paris, mas para outras cidades próximas. Inclusive o Château de Versailles. Pode parecer um pouco caro, mas compensa. E eles não tentam dar uma de espertos – no próprio site você pode consultar informações sobre todos os museus que aceitam o Paris Museum Pass, o que inclui informação sobre dias em que a entrada é gratuita. E não se esqueçam, a entrada é válida apenas para o acervo permanente.

Escolhi os dois que mais gostei para indicar no Especial:

L’Orangerie: Um museu pequeno e relativamente discreto. Há muitas obras de grandes pintores do impressionismo. E, claro, as salas com as belas Nymphéas de Monet. Como o acervo não é tão extenso, dá para apreciar muitas obras sem precisar de muito tempo. E como se não bastasse, a localização é perfeita. Fica em uma das pontas do Jardin des Tuileries, outro lugar muito bonito e que merece ser visitado. O museu também fica ao lado da Place de la Concorde. O local rendeu momentos importantes para a história do país, e ainda possui uma vista maravilhosa.

Pedaço de uma das Nymphéas de Monet (e uma intrusa hehe)

Centre Georges Pompidou: Como o próprio nome já diz, não é apenas um museu. O Pompidou também tem biblioteca, espaço para cinema e teatro, e muito mais. É um imenso paraíso para os amantes de cultura. Uma ótima surpresa. Não imaginei que fosse gostar tanto de lá. Foi maravilhoso ver telas de Vladimir Kandinsky de perto. Tanto no acervo permanente quanto no temporário, a disposição das obras é bem interessante. Se em uma sala um banco é circundado apenas por telas, como em muitos museus, a outra trás obras que interagem de uma forma sensorial com os visitantes. Para completar, a vista no último andar também é bela, como vocês podem notar na foto:

Dá para sentar em um dos bancos para contemplar a vista :)

Jardin du Luxembourg

Se já me encantei com o Jardin des Tuileries, imaginem quando cheguei ao Jardin du Luxembourg. Ambos possuem cadeiras espalhadas por todo o espaço, mas não sei, existe algo diferente no Luxembourg que o deixa muito mais charmoso. Mesmo quando está cheio, é um lugar muito bom para sentar e ler (ou escrever). Ou mesmo para ficar pensando na vida. A localização também é excelente. Uma das entradas é pertinho do Boulevard Saint-Michel (vocês entenderão a vantagem no post de amanhã!) e não fica muito longe de Saint-Germain-des-Prés – o próximo tópico. Mas antes de falar sobre esta região, uma foto de um pedacinho do Luxembourg:

Não é lindo?

Saint-Germain-des-Prés

Todos os arrondissements de Paris possuem algum ponto notável. Acontece que o sexto é um local de visita obrigatória para os amantes da literatura. Grandes figuras intelectuais circulavam por ali com frequência. O Café de Flore, o Café Les Deux Magots e a Brasserie Lipp continuam ali – todavia, não mais frequentados por grandes intelectuais. Mas é bacana visitar e saber que pessoas como François Truffaut e Ernest Hemingway passaram pelo local um dia.

Montmartre

Senti que era importante destacar esta região por ser um local inusitado. Logo na saída do metrô já é possível notar a diferença da região com o resto da cidade – e não é só por ser em uma parte mais afastada. Ao sair do metrô, o caminho até Montmartre é longo. Mas ao chegar ao topo, a vista de tirar o fôlego já compensa todo o sofrimento.

Como uma amiga comentou, é um lugar para ser desvendado. Parece até outra cidade dentro de Paris. Uma das coisas mais bacanas, sem dúvidas, são os pintores e desenhistas trabalhando na rua mesmo, para todos apreciarem. Não deixem de prestar atenção nos arredores – as construções são bem simpáticas.

Ufa! Ficou um pouco extenso, e eu ainda tentei ser breve. Para não ser injusta com pontos que me agradaram bastante, mas ficaram de fora, vou colocá-los como complemento na última parte do Especial. E preparem a carteira, pois o post de amanhã está cheio de dicas para compras!

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