Twitter como inspiração? É possível

O iPad2 foi lançado semana passada no Brasil. A deixa perfeita para retomarem a discussão sobre as vantagens e desvantagens das novas tecnologias. Debate que raramente estaciona na obviedade e acaba dando origem a assuntos mais sérios. Entre eles, a questão recorrente é a ausência de privacidade, sendo a expansão de redes sociais o indício mais imediato.

A partir do momento que se cria uma página no twitter ou no facebook, qualquer usuário poderá ler seus escritos. Claro, existe a opção de “privacidade”, na qual a pessoa pode permitir o acesso somente aos amigos. E aí, claro, vale reforçar que os blogs continuam na ativa. Só não fica exposto quem se limita a ter um endereço eletrônico – e olhe lá.

Na série de fotografias Geolocation, Nathan Larson (professor da Maryland Institute College of Art) e Marni Shindelman (professor da Universidade de Rochester) optaram pela disseminação da criatividade inspirados pelo microblog. Porque se é possível criar algo interessante com base em uma rede social caracterizada pelas mensagens em 140 caracteres, eles se fazem presentes para provar isso. Claro, não são pioneiros. Para citar um exemplo, fiz um post sobre os “tweets na vida real”, projeto que obteve bons resultados.

Mas Nathan e Marni exploraram outras vertentes. Com o advento dos smartphones, não é preciso muito esforço para twittar. Muitos aparelhos indicam as coordenadas geográficas do local onde a pessoa esteve ao escrever aquela mensagem. Com base nessas informações, Nathan e Marni utilizam um GPS para chegar ao local de origem do tweet – que será a legenda da foto tirada no local.

Fiquei surpresa com os resultados. Afinal, já esperava inúmeras fotos em filas de banco. E embora não seja intencional, o projeto rendeu trabalhos bem criativos. Vejam algumas fotografias:

Em Nova Iorque, uma exposição da Jenkins Johnson Gallery – T_XT_RT – segue uma ideia semelhante. Impulsionados, porém, por mensagens ainda mais curtas – no estilo SMS – os artistas participantes fizeram arte com poucas palavras. Aos meros mortais, como eu, que não podem ao menos cogitar a ideia de sair do Brasil no momento, resta conferir pedaços da exposição através de fotos:

Se, ainda assim, você não vê a arte decorrente das novas tecnologias com bons olhos, lembre-se que há pessoas capazes de criar vídeos bem interessantes sobre o assunto. Para oferecer mais uma chance:

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