Tweets na vida real

O twitter é, no momento, uma das principais plataformas utilizadas para disseminar informações. Boa parte dos jornais e revistas possuem uma conta para divulgar novidades dos respectivos sites. Sem falar nos trending topics, e a forma como os acontecimentos conquistam a atenção das pessoas em poucos segundos. É o mundo ideal, certo?

Nem tanto. Apesar das possíveis vantagens proporcionadas por ele, o twitter sempre foi, em sua essência, um retrato (quase) fiel do cotidiano. O conteúdo se resume, na maior parte do tempo, a atividades diárias – reflexo do tédio ao esperar em uma longa fila, uma forma de conter a ansiedade durante a espera. E, na maior parte do tempo, a válvula de escape para aquela vontade incontrolável de xingar, “protestar”, enfim, reclamar!

Convenhamos, é o local perfeito para lamentar, e ainda levar mais pessoas contigo às lamúrias. Só não o nomeio como o melhor espaço na internet para perceber que você não está só porque o tumblr já roubou esse posto há muito tempo, e de forma ainda mais bonita. Mas é justamente nos maiores momentos de crise com a inutilidade do twitter que coisas interessantes ligadas a ele aparecem.

Em seu último projeto, o norte-americano Ted Mikulski espalhou vários tweets impressos em cantos da cidade – sempre casando os caracteres com o cenário. O conteúdo é voltado para frases relacionadas ao cotidiano, com uma pegada bem humorada. Vejam:

Logo me lembrei do projeto tocado pela Laura Guimarães, intitulado No Passo do Roteiro. Tudo começou com um blog, onde Larissa postava seus roteiros. Pouco tempo depois de criar uma conta no twitter, resolveu aceitar o “desafio” dos 140 caracteres – passou a escrever pequenas cenas que poderiam fazer parte de um roteiro. Ela os batizou como microrroteiros, e no segundo semestre do ano passado espalhou alguns pelas ruas de São Paulo.

Em meio a cidades tomadas por pixações  (não confundam com graffiti) sem sentido, essas pequenas intervenções se destacam. Os tweets distraem transeuntes em meio ao caos, assim com os microrroteiros. E mais que distração, são ótimos pontos de partida, reticências e chaves para as fechaduras da criatividade. Basta observar os registros fotográficos dos tweets do No Passo do Roteiro na cidade para perceber – e até sentir – o que estou falando.

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2 comentários sobre “Tweets na vida real

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