Ficção Edificante

A entrada para um mundo fantasioso e repleto de aventuras está sempre mais próxima do que se imagina. Nas Crônicas de Nárnia, um portal pode estar em um guarda-roupa, ou mesmo em uma simples pintura de navio no meio do mar. É o caso do terceiro filme da série, As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada.

Inspirado no quinto livro da sequência criada pelo escritor inglês C. S. Lewis, a nova aventura é vivida por Lucy – interpretada novamente por Georgie Henley – e Edmund – papel atribuído ao jovem Skandar Keynes. Agora crescidos, passam as férias longe dos dois irmãos mais velhos – Peter e Susan. Ambos são levados através da pintura na casa dos tios para o navio “Peregrino da Alvorada”, em alto mar, ao leste do reino de Nárnia. O reencontro com o Príncipe Caspian e o rato Ripchip se dá, porém, com a presença do primo ranzinza dos irmãos Pevensie, Eustace, vivido por Will Pouter.

O Príncipe Caspian, vivido por Ben Barnes, é determinado em sua viagem. Por honra ao seu pai e pelo povo de Nárnia, deve reencontrar as sete espadas dadas aos Lordes de Telmar por Aslam e enfrentar uma estranha névoa, para estabelecer a paz no local. A ajuda dos irmãos Peter e Lucy é fundamental. Para isso, porém, são postos perante desafios. As mensagens edificantes da película são expostas, em especial, pelos irmãos e o primo Eustace.

Além da ajuda ao príncipe, precisam lidar com situações de amadurecimento. Deparam-se com criaturas de diversos tipos – em belíssimas paisagens que dispensam a projeção em 3D – e correm perigo a cada ilha por onde passam. Em uma das paradas, Edmund enfrenta o primeiro teste. Ao encontrar um lago que transforma qualquer objeto em ouro, é tentado pela ambição. Já Lucy, em meio a uma fase conturbada da vida adolescente, convive com a insegurança comum nesse período, por não se achar tão bonita quanto à irmã.

Diferente dos longas anteriores, As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada – é ágil, e composto majoritariamente por cenas de ação. A adaptação feita pelo diretor Michel Apted cumpre seu papel na tentativa de ensinar uma lição aos jovens. Cada etapa enfrentada pelas personagens prova que é possível criar uma boa ficção, sem a necessidade de exemplos esdrúxulos.

[Publicado também no site de Cultura Geral da Faculdade Cásper Líbero]

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