Be nice, 2011.


“May your coming year be filled with magic and dreams and good madness. I hope you read some fine books and kiss someone who thinks you’re wonderful, and don’t forget to make some art — write or draw or build or sing or live as only you can. And I hope, somewhere in the next year, you surprise yourself.”
[Neil Gaiman]

Mais algumas horas e 2010 poderá finalmente se despedir. De muita gente que mal podia esperar pelo seu fim, de fato. Assim como muitos outros que lembrarão deste ano com saudades. Fico no meio termo, mas pensando com calma, poderia ter sido melhor. Minhas escolhas proporcionaram dias mais difíceis. Mudar de cidade, me adaptar a uma nova faculdade com turmas já formadas e, com isso, aprender a tomar conta das coisas por conta própria.

Cresci bastante. Apesar das dificuldades, aprendi muita coisa e conheci pessoas incríveis. Citar nomes é injusto, pelo receio de deixar alguém de fora. Tive boas surpresas ao perceber que algumas pessoas continuaram ao meu lado e me deram forças, apesar da distância. Fiz reportagens, tomei gosto pelas colaborações no site de cultura geral. E isso não dependeu unicamente da faculdade. Contei com ajuda de pessoas maravilhosas, essenciais na nova fase que iniciei – aprendi a valorizar minha futura profissão, e me apaixonei mais uma vez pela escrita. Consegui me organizar para realizar um dos meus sonhos: estudar francês. E lógico, ir a lugares e eventos que antes só lamentava por não poder ir. Minha lista de shows cresceu (bastante, diga-se de passagem) e ainda me presenteou com amizades maravilhosas.

2010 foi um ano mais “música”. Embora goste muito mais de literatura e cinema, a música marcou presença com maior intensidade. E se fosse possível resumir o ano em uma música, a tarefa ficaria com The Sound of Silence, do Simon & Garfunkel:

Para o próximo ano, desejo a todos muita felicidade. Que 2011 seja agradável, com menos tombos e mais realizações (se não for pedir demais)! Happy New Year for everyone! :)

[So this is the new year
And I have no resolutions
For self-assigned penance
For problems with easy solutions

So everybody put your best suit or dress on
Let’s make believe that we are wealthy for just this once
Lighting firecrackers off on the front lawn
As thirty dialogues bleed into one]

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Ficção Edificante

A entrada para um mundo fantasioso e repleto de aventuras está sempre mais próxima do que se imagina. Nas Crônicas de Nárnia, um portal pode estar em um guarda-roupa, ou mesmo em uma simples pintura de navio no meio do mar. É o caso do terceiro filme da série, As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada.

Inspirado no quinto livro da sequência criada pelo escritor inglês C. S. Lewis, a nova aventura é vivida por Lucy – interpretada novamente por Georgie Henley – e Edmund – papel atribuído ao jovem Skandar Keynes. Agora crescidos, passam as férias longe dos dois irmãos mais velhos – Peter e Susan. Ambos são levados através da pintura na casa dos tios para o navio “Peregrino da Alvorada”, em alto mar, ao leste do reino de Nárnia. O reencontro com o Príncipe Caspian e o rato Ripchip se dá, porém, com a presença do primo ranzinza dos irmãos Pevensie, Eustace, vivido por Will Pouter.

O Príncipe Caspian, vivido por Ben Barnes, é determinado em sua viagem. Por honra ao seu pai e pelo povo de Nárnia, deve reencontrar as sete espadas dadas aos Lordes de Telmar por Aslam e enfrentar uma estranha névoa, para estabelecer a paz no local. A ajuda dos irmãos Peter e Lucy é fundamental. Para isso, porém, são postos perante desafios. As mensagens edificantes da película são expostas, em especial, pelos irmãos e o primo Eustace.

Além da ajuda ao príncipe, precisam lidar com situações de amadurecimento. Deparam-se com criaturas de diversos tipos – em belíssimas paisagens que dispensam a projeção em 3D – e correm perigo a cada ilha por onde passam. Em uma das paradas, Edmund enfrenta o primeiro teste. Ao encontrar um lago que transforma qualquer objeto em ouro, é tentado pela ambição. Já Lucy, em meio a uma fase conturbada da vida adolescente, convive com a insegurança comum nesse período, por não se achar tão bonita quanto à irmã.

Diferente dos longas anteriores, As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada – é ágil, e composto majoritariamente por cenas de ação. A adaptação feita pelo diretor Michel Apted cumpre seu papel na tentativa de ensinar uma lição aos jovens. Cada etapa enfrentada pelas personagens prova que é possível criar uma boa ficção, sem a necessidade de exemplos esdrúxulos.

[Publicado também no site de Cultura Geral da Faculdade Cásper Líbero]

Paris Sem Luz

Bárbara Paz e Ricardo Tozzi

Ao entrar no teatro do SESI, as pessoas podem se despedir da Paris vista nos filmes. A ChampsÉlysées e a Torre Eiffel estão ali, mas sem as usuais cenas românticas. A ‘Cidade Luz’, aqui, é o local onde os jovens parisienses de classe média alta torram os cartões de crédito com roupas de grifes. Frequentam as baladas mais caras, bebem, fumam, tem um “aspirador de pó no lugar do nariz” e perdem as contas do número de pessoas com as quais já transaram.

Este cenário, comum a muitas partes do globo, é o ponto de partida do livro Hell – Paris 75016, da escritora francesa Lolita Pille. Adaptado ao teatro por Hector Babenco, é apresentado ao público com a atriz Bárbara Paz no papel de Elle, a Hell, e Ricardo Tozzi como Andrea. Focado na própria narrativa do romance, desenvolve-se quase como um monólogo – Hell relata suas experiências e a das pessoas com as quais convive. Todos possuem uma rotina despreocupada – circulam por inúmeras festas, em qualquer dia da semana. E não medem conseqüências. Afinal, para eles, não há nada a perder.

Em uma sociedade composta por pessoas cada vez mais vazias, Hell e Andrea se descobrem mais parecidos do que poderiam imaginar e passam a se relacionar. Eles partilham a crítica – cada um a sua forma – à superficialidade da geração da qual fazem parte. Logo no primeiro contato, ambos tomam conhecimento de sentimentos tão intensos que beiram o caráter nocivo – para eles, pessoas avessas a qualquer relacionamento amoroso. Um dos momentos mais belos da peça marca a primeira noite do casal, com movimentos semelhantes aos de uma dança bem coreografada.

Babenco e Marco Antônio Braz foram cuidadosos ao adaptar a obra, conservando em boa parte os diálogos. A cenografia é bem trabalhada. Um jogo de luzes conduz a narrativa da jovem e torna-se quase uma personagem na peça – intensificando as cenas e a emoção atribuída por Bárbara Paz à Hell. Com presença forte no palco, a atriz ofusca a fraca atuação de Tozzi. Ainda assim, ele consegue passar a frieza inicial de seu personagem habilidosamente.

O diretor capta a essência do livro e a pontua de maneira primorosa na peça. Em pouco mais que uma hora, consegue apontar algumas conseqüências do vazio e da futilidade dos jovens consumistas – em uma adaptação melhor e ainda mais intensa que a versão cinematográfica.

SERVIÇO

Teatro do SESI – São Paulo
Av. Paulista, 1313 – Bela Vista
De 7 de outubro a 19 de dezembro de 2010
De quinta-feira a domingo, às 20h.

Ingressos: Às quintas-feiras e sextas-feiras a entrada é franca, nesses dias a distribuição dos ingressos tem início a partir da abertura da bilheteria no mesmo dia do evento. Sábados e domingos – R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), vendas na bilheteria do teatro ou pela Tickets For Fun.
Bilheteria: De quarta-feira a sábado, das 12h às 20h30; domingo, das 11h às 19h30.
Tickets For Fun
(11) 4003-5588

Música de Terça – Camera Obscura

Camera Obscura

[Sim, o post está atrasado. O quadro deve ser publicado toda terça, mas o wordpress passou o dia todo fora do ar por aqui…]

Ao escuta-los pela primeira vez, a melancolia pode passar despercebida – devido ao ritmo agradável das canções. Mas ela está ali, disfarçada mesmo nas letras mais otimistas. Tracyanne Campbell, Carey Lander, Gavin Dunbar, Kenny McKeeve e Lee Thomson integram a formação atual do Camera Obscura. A banda foi formada em 1996, na Escócia.

Antes do lançamento de My Maudlin Career, em 2009, eram conhecidos em especial pela produção do primeiro cd, feita por Stuart Murdoch (do Belle & Sebastian). Antes do disco Biggest Bluest Hi Fi, porém, a banda havia lançado as músicas Park and Ride e Your Sound. De 2009 aos dias atuais, ganharam maior destaque pelo hit French Navy, primeira música de divulgação do último cd.

O público “imediato” é formado pelos fãs de vocais femininos. Mas os créditos não devem ser dados somente à Tracyanne Campbell. Kenny McKeeve assume a guitarra, bandolim, harmônica e voz em algumas canções. Junto com Nigel Baillie, responsável pelo trompete e percussão, acrescentam um toque especial às canções – um dos principais responsáveis pelo diferencial da banda. Nigel parou de se apresentar com a banda após o nascimento do filho.

Com tantos anos de carreira, o Camera Obscura cresceu aos poucos. Os próprios integrantes falam em entrevistas sobre a segurança adquirida nas apresentações com o passar do tempo. Reforçam também o fato de poderem, enfim, se sustentar trabalhando somente com a música. Com isso, expandiram o território e já fizeram shows em diversos locais distantes da terra natal. A primeira apresentação no Brasil aconteceu esse ano, em São Paulo-SP.

Diferente da dica da semana passada, começarei pelo trabalho mais atual. As indicações:

Honey in the sun, entre os singles de My Maudlin Career – lançamento mais recente do grupo – é uma das mais animadas:

Let’s get out of this country está no disco homônimo, lançado em 2006 – o terceiro da banda. Expressa bem a vontade de se desligar do cotidiano e embarcar para qualquer lugar distante:

Pen and Notebook foi lançada no primeiro cd, Biggest Bluest Hi Fi, de 2001:

Desafio Literário 2011

2010 foi um ano preguiçoso para livros. Para uma pessoa que lia no mínimo dois livros por mês, passei por um mudança drástica. Neste ano, com a transferência de faculdade, minha lista de coisas a fazer aumentou – e eu não soube administrar meu tempo para livros. Minha lista foi dominada pelas leituras da faculdade. Eis que, decepcionada com o meu desempenho, deparei-me com o Desafio Literário 2011.

A segunda edição do projeto pretende cumprir, como meta de leitura, o mínimo de 12 livros em um ano. Para isso, há um tema para cada mês – uma forma de estimular a leitura e dar espaço para assuntos que muitas vezes deixamos de lado por puro preconceito.

Para participar, basta postar a lista de obras escolhidas no blog pessoal e preencher o formulário com o link, até o dia 15 de dezembro. Quem não tem blog também pode participar – as listas serão publicadas no blog oficial. A cada mês, o participante deve resenhar o livro lido. Na edição de 2011, é possível incluir dois livros reservas para cada tema. E vale lembrar: o leitor que cumprir a meta poderá participar do sorteio de kits no final do ano que vem. O regulamento completo pode ser consultado aqui.

Para mim, será uma tentativa de ter um compromisso descontraído com uma das minhas atividades prediletas. E, claro, ter uma ajuda para voltar ao meu ritmo normal de leituras. Vamos à lista:

Janeiro – Literatura Infanto-Juvenil

O menino do pijama listrado, de John Boyne

No mês das férias, vamos nos divertir com a criançada e aproveitar o tempo junto da família com muita leitura! Que tal escolher algumas obras destinadas às crianças e aos adolescentes para o Desafio Literário 2011? No site da Revista Crescer há uma variedade de sugestões, considerando as faixas etárias de 1 a 10 anos.

Fevereiro – Biografia e/ou Memórias

Os Sapatos de Orfeu, de José Maria Cançado

A biografia é um gênero literário por meio do qual se narra a história de vida de uma pessoa após sua morte. Na atualidade, este gênero está passando por mudanças, tendo em vista que as pessoas têm escrito suas próprias memórias. Que tal ler aquela biografia e/ou livro de memórias de nosso ídolo?

Março – Obras Épicas

Odisseia, de Homero

O gênero épico é uma das mais antigas manifestações literárias. O enredo caracteriza-se por ressaltar os feitos dos heróis ou as aventuras de um povo. Neste mês, vamos desengavetar aqueles romances épicos que compramos por impulso e acabaram no esquecimento!

Abril – Ficção científica

A Vida, O Universo e Tudo Mais, de Douglas Adams

Até mais, e Obrigado Pelos Peixes!, de Douglas Adams (Reserva)

As obras de ficção-científica são aquelas que retratam, de modo real ou imaginário, o impacto da ciência e da tecnologia sobre a vida das pessoas, em particular, e da sociedade, em geral. No Brasil, este gênero literário não é muito popular, por isso, neste mês, que tal experimentar o gosto pelo tema?

Maio – Livro-reportagem

Na Pior em Paris e Londres, de George Orwell

O casamento da literatura com o jornalismo tornou o livro-reportagem um gênero literário. Com isso, os autores, que são jornalistas profissionais, têm uma alternativa para publicar seus textos, quando estes não podem ser veiculados em jornais e revistas devido ao extenso conteúdo. Vamos eleger nosso jornalista preferido?

Junho – Peças teatrais

O Pagador de Promessas, de Dias Gomes

Oba! As férias estão chegando, vamos ao teatro? De gênero dramático, as peças teatrais contemplam obras cujo enredo é baseado nos diálogos entre os personagens, os quais devem ser encenados pelos atores de acordo com o roteiro proposto pelo dramaturgo e direcionado pelo diretor.

Julho – Novos autores

Amostragem Complexa, de Simone Campos

Neste mês, a proposta é: incentivar a leitura de obras de autores nacionais, que ainda estão no anonimato, e divulgar o que há de melhor na literatura contemporânea. No Blog Desafio Nacional, vocês encontram uma relação de diversos novos autores.

Agosto – Clássico da literatura brasileira

Incidente em Antares, de Érico Veríssimo

Se durante a vida estudantil, muitos de nós “fugimos” dos clássicos da literatura brasileira por considerá-los chatos, agora é hora do desbloqueio literário. Neste mês, vamos nos dedicar aos autores nacionais, cujas obras definiram os movimentos literários do país a partir do século 19.

Setembro – Autores regionais

Nada me Faltará, de Lourenço Mutarelli

Vamos descobrir os talentos literários escondidos nos recantos deste imenso país? Neste mês, então, devemos ler obras de autores que são reconhecidos apenas no lugar onde nós vivemos. Está valendo autores do nosso município, da nossa região ou do nosso Estado. Este mês promete revelações literárias!

Outubro – Nobel de literatura

O Estrangeiro, de Albert Camus

O Prêmio Nobel de Literatura é concedido desde 1901 aos autores, cujas obras se distinguem pela ideologia que carregam em seu conteúdo. Mas, pouco se conhece sobre quem são os premiados e muito menos quais obras eles escreveram. Que tal pesquisar, ler e resenhar obras de autores premiados com o Nobel?

Novembro – Contos

A Dama do Cachorrinho e Outros Contos, de Anton Tchekhov

O ano está acabando e, como sempre, é tão atarefado, não é mesmo? Então, vamos relaxar um pouco com a leitura de obras que contenham contos. Numa breve descrição, os contos são pequenas narrativas, reais ou imaginárias, da vida cotidiana que impressionam o leitor com desfechos surpreendentes.

Dezembro – Lançamentos do ano

Para encerrar o ano com “chave de ouro”, devemos ler aquele livro que “bombou” em 2011 em todos os meios de comunicação e redes sociais. Quais serão as surpresas do mercado editorial? Que tal a leitura daquele livro que ganhamos em datas comemorativas e não o lemos porque a pilha não parou de crescer? (A escolha dos livros para esse tema será feita ao longo de 2011. Por isso não há como incluí-los na lista. Sendo assim, a seleção dos livros de dezembro de 2011 será uma surpresa para todos).

Música de Terça.

Terça-feira é um dia complicado. Culpa que pode ser atribuída ao seu caráter intermediário – afinal, a semana mal começou, e a sexta-feira demorará para chegar. Apesar da paixão por pedacinhos de cultura, representados por livros, cds e dvds, vejo a música como remédio com efeitos imediatos para os momentos de desânimo. Músicas animadas tiram da memória os problemas, ainda que o esquecimento dure apenas o tempo da música. Quando a melodia é mais lenta, ou a letra traduz tudo aquilo que sentimos, a primeira sensação proporcionada é de alívio – a certeza de que você não está sozinho.

The Black Keys

Com isso, anuncio um quadro fixo no blog: o Música de Terça. Simples assim, sem grandes pretensões. Uma tentativa de animar esse dia tão menosprezado da semana com palavras cantadas. E, lógico, dar dicas de bandas e cds novos, ou mesmo expor minha paixão por certos trabalhos musicais bem conhecidos por todos.

Para começar: The Black Keys. A banda, a princípio, utilizava apenas guitarra e bateria, mas não se enganem com as frequentes comparações feitas com o The White Strites. A dupla, formada por Dan Auerbach (vocal e guitarra) e Patrick Carney(bateria) em Ohio tem uma pegada diferente para as canções. É quase impossível ficar parado com os primeiros segundos de Everlasting Light, por exemplo. O primeiro disco, The Big Come Up foi lançado em 2002, mas a banda recuperou a atenção do público – em especial, do brasileiro – este ano, com o lançamento do álbum Brothers, em maio.

O Black Keys é bem lembrado pela canção Set You Free. Presente no segundo disco, Thickfreakness, de 2003, integrou com outras bandas de sucesso a trilha sonora do filme Escola de Rock, lançado no mesmo ano. Nos anos seguintes, a banda cativou um grande público e além de filmes, foi pano de fundo para inúmeras cenas em seriados e mesmo em comerciais. Atualmente, a mistura entre blues e rock com apenas dois instrumentos passou por pequenas alterações. Mas acrescentar piano e baixo em algumas faixas dos últimos cds não foi problema – o trabalho continua excelente.

Como recomendação, deixarei apenas três músicas (duas citadas acima). Para começar, Set You Free. Para refrescar a memória daqueles que não se lembram do filme:

If You Ever Slip, por sua vez, representa o intermediário. É de 2007, e está na trilha sonora do filme The Hottest State:

E para completar, a primeira faixa do último álbum, Everlasting Light:

Cinema acessível na capital paulista

Dezembro. Sinônimo de férias para estudantes, e folga rápida durante o Natal para quem trabalha. Aos habitantes de São Paulo, uma ótima oportunidade para aproveitar o tempo livre e ir aos cinemas da Avenida Paulista. Pode ser complicado e não ter as vantagens de um shopping, como estacionamento e praça de alimentação. Mas vale o passeio: é possível assistir a um filme e visitar o MASP depois (ou o inverso), ou conferir as novidades da Livraria Cultura. Muito além do papel de cartão postal da cidade, a Avenida oferece cultura de ponta a ponta, com cinemas, museus, livrarias e teatros.

O site Catraca Livre, em uma parceria com os cinemas Belas Artes, Espaço Unibanco e Reserva Cultural torna a ida a esses três cinemais mais acessível. As promoções ocorrem durante a semana – basta deixar nome, rg e e-mail no link específico da página de promoção. No caso do Belas Artes e do Reserva Cultural, as primeiras 200 pessoas a enviarem os dados podem assistir qualquer filme, em qualquer horário (na terça-feira no Belas Artes e na quinta-feira no Reserva Cultural), pagando apenas R$2. Para o Espaço Unibanco da Augusta, ganham apenas as 50 primeiras pessoas – mas cada uma paga R$2 pelo par de ingressos, na segunda-feira. Basta ficar de olho no site durante a tarde e correr para ser um dos primeiros a enviar os dados. Como o site indica inúmeros eventos culturais gratuitos ou mais baratos, é uma ótima pedida para organizar um roteiro.

Na página de promoções, também é possível concorrer a ingressos para shows, peças teatrais e vales da Livraria Cultura. Uma boa oportunidade para os criativos que se aventuram em concursos culturais. Para conhecer mais sobre o Projeto Muito Mais São Paulo, responsável pela organização das promoções, visitem o site.